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Política

Opinião: Jundiaí precisa da juventude na política

Dalmir Junior

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É muito comum ouvir por aí que jovem na política é renovação, mas não é bem assim que a banda toca. Renovação vai além de ser uma nova carinha, bonitinha, e normalmente branca e masculina. Renovação é trazer novas ideias, é mostrar pelo o que veio, diferente de muitos jovens por aí, que são eleitos à base da distribuição de ódio gratuito contra seus opositores e seus diferentes.

Jovens são normalmente confundidos com renovação, por trazerem em seus semblantes o que a política deveria trazer: o novo. Não, não estamos falando do pseudopartido que carrega esse nome.

Mas deixemos as criticas às velhas atitudes por um momento e paremos para pensar: afinal, qual é a renovação que precisamos dentro da política jundiaiense? Eu lhes respondo: precisamos de políticas públicas para TODOS, precisamos de vereadores que FISCALIZEM o executivo e acima de tudo, precisamos de OPOSIÇÃO à situação, não para que se atrapalhe o trabalho do governo, mas para que possamos ver as possibilidades de ambos os lados.

Atualmente temos um chefe do executivo e os seus 19 companheiros, que dizem ser vereadores, mas quando requisitados pela população, não movem uma palha, como foi no caso da CPI dos Ônibus, que foi parar na gaveta do presidente da Câmara e presidente do partido do prefeito, Faouaz Taha.

Nesta legislatura infelizmente só pudemos assistir a um show de horrores. Foram dezenas de leis inconstitucionais e várias moções de apoio vindas de um único vereador com a intenção de ofender e bater de frente com mulheres, jovens e LGBT’s; tudo isso pra agradar parte do eleitorado conservador.

Por outro lado, vemos jovens com a mesma prática, desnecessária e vergonhosa, de tentar diminuir o outro para tentar ser alguém, mas sabe-se bem que atrás de tanto preconceito e ódio há a falta de conhecimento sobre a política no macro.

Diferente destes, que dizem presidir movimentos conhecidos no Brasil, mas sem membros em Jundiaí, temos jovens que trabalham sério, que têm trabalho e conhecimento para mostrar, pessoas que têm história na política e que conquistaram o protagonismo sem utilizar de mentira ou da manipulação para crescer.

Jundiaí precisa sim dos jovens, Jundiaí precisa sim da renovação, mas vinda de pessoas preparadas e com vontade e força para mudar.

Empresário, comunicador e colunista de política, área que atua há 8 anos.

Jundiaí

Filiada ao Democracia Cristã, Márcia Pará se lança pré-candidata a prefeita

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Após se desfiliar do MDB em março deste ano, Márcia Pará finalmente apresentou sua nova legenda aos seus apoiadores e possíveis eleitores. Durante a convenção nacional do Democracia Cristã, que ocorreu em Manaus durante os dias 29 e 30, Márcia Pará foi apresentada pelo partido de José Maria Eymael como pré-candidata do DC para a prefeitura de Jundiaí.

Durante a convenção, Eymael disse que o DC é uma terceira via em meio à polarização política. “O Brasil precisa, desesperadamente, de pacificadores e líderes que sejam capazes de juntar teses conflitantes e encontrar uma mediana. A posição oficial do DC é de centro pacificador”, frisou o presidente nacional.

Com 33 anos, Márcia Pará, lançou a sua pré-candidatura à prefeita de Jundiaí. Principal opositora à gestão de Luiz Fernando Machado (PSDB), Márcia carrega como principal bandeira a renovação geral da política da cidade.

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Jundiaí

A dança das cadeiras que pode virar puxada de tapete

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Começou a dança das cadeiras e mudanças partidárias, cada dia que passa as eleições de 2020 se tornam realidade constante nos bastidores da política municipal de Jundiaí, junto das eleições a famosa: janela eleitoral, onde os vereadores tem a oportunidade de encontrar outro projeto ou se firmar no grupo político que defendeu nos últimos 4 anos.

De fora, é complicado assimilar o que é base do governo e o que não é. A Câmara de Jundiaí que não conta com uma oposição de fato, lembra os famosos “Jogos de Comadre” onde o resultado quer dizer pouco, o importante é participar. E, de fato, todos estão participando do governo.

Olhando de maneira crítica parece que está tudo encaminhado para a base de um futuro governo ficar naquele chamado “núcleo duro” do governo que hoje conta com PSDB, DEM e PL (antigo PR), os próprios vereadores começaram as danças de cadeira envolta das siglas mandatárias da cidade, uma estratégia alucinada na minha opinião.

Explico o porquê: EM 2020 NÃO HAVERÁ COLIGAÇÃO. Os partidos poderão compor junto ao prefeito que escolherem, porém, mudou tudo no que cerne a forma tática de construção de chapa, o puxador de voto tem menor valor coletivo e a briga interna é mais relevante no contexto.

Nesse sentido um vereador com pouco mais de 2 mil votos que briga para a reeleição e encaminha sua mudança para uma das grandes siglas da cidade tem que ter discernimento que a chapa precisará de pelo menos mais 8 mil votos para garantir sua cadeira (média: 10 mil votos = 1 cadeira legislativa em Jundiaí) assim, se abrigar nas grandes siglas com fortes aliados (que lá na frente se tornaram adversários) pode ser uma grande furada para quem já tem mandato e busca a reeleição. Imaginar que um partido fará uma chapa de 50 mil (25% do eleitorado) votos sem ter candidato próprio à Prefeitura é uma loucura sem tamanho, e tem gente colando suas fichas nisso.

Dos 19 vereadores da cidade, cerca de 15 devem se abrigar dentre as três siglas anteriormente citadas (PSDB, DEM e PL), em um contingenciamento parecidos com as últimas eleições onde cada cadeira precisava de pelo menos 10 mil votos da coligação pertencente, hoje seria necessário cerca de 150 mil votos em primeiro turno e todos advindo da combinação Prefeito+Vereador para a reeleição, ou seja, para esses 15 vereadores se reelegerem na nova lógica eleitoral seria necessário que essas PSDB, DEM e PL concentrem 70% do eleitorado do primeiro turno o que não parece nem um pouco possível. Estão colocando todas as fichas na reeleição do Prefeito e no papel de base que desempenharam durante todo mandato. Vai ficar gente de fora por falta de leitura e estratégia.

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A terceira via que pode decidir – Análise Conjuntural Política de Jundiaí

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Se foram quase três anos da vitória do Prefeito Luiz Fernando Machado nas urnas. Vitória expressiva por sinal, na cabeça de exatos 58,58% do eleitorado jundiaiense era a continuação do “tucanato” já conhecido por vinte anos seguidos e aprovado por grande parcela da população de Jundiaí.

Notavelmente, essa aprovação histórica não teve impacto no governo atual e sua aprovação, reflexo disso é o fato de não ter uma pesquisa de aprovação realizada desde o início da gestão Luiz Fernando Machado, a voz da rua é o marketing negativo, no momento errado para quem quer e precisa da reeleição.

Retirando o batalhão de comissionados a postos em cada publicação do Prefeito, sobram pouquíssimos comentários positivos e nessa hora o número engana quem observa de dentro. O descontentamento parece geral no boca a boca da cidade, comprovado até pela falta da pesquisa encomendada pelos próprios, política diferente de como fizeram por vinte anos, onde usava-se a aprovação como artificio.

Vendo por esse lado parece impossível a reeleição do Prefeito né? Mas, não! Como então? um prefeito sem aprovação e contestado tem chances? Aí que começa o jogo eleitoral e as cartas de cada um. Hoje o atual cenário seria um bis de 2016, claro que vai ter muitas andanças, a Márcia Pará por exemplo, já se colocou na disputa como pré-candidata, mas analisando friamente a disputa ficaria novamente em um LFM x Pedro Bigardi. E é nisso que o Prefeito aposta: a polarização esquerda x direita, mortadela x coxinha. Mesmo blá-blá-blá de 2016, que acompanhado do cenário nacional pós impeachment, com a lava-jato em destaque, facilitou a vida de quem tinha adversário à esquerda, como ocorreu por aqui.

Novamente o cenário nacional conta na leitura dessa estratégia tucana de polarização, nas urnas a menos de 1 ano a cidade contribuiu para a eleição do Presidente Bolsonaro com 170 mil votos, 78% do eleitorado demonstrou a convicção política que domina na cidade um certo conservadorismo de direita, que já era bem claro pelo histórico político recente, mas que foi evidenciado por números recentes. Esses números dizem muito da eleição de 2020 e é carta na manga para uma possível reeleição do atual prefeito.

E é aí que eu queria chegar! E se, aparecer um nome forte como terceira via como quase ocorreu em 2012, que antagonize com essa polarização encaminhada? que fuja desse calabouço ideológico e discuta o futuro e o crescimento, de fato, de nossa cidade?

Um nome? O próprio Ricardo Benassi poderia tentar fazer esse papel novamente. Mais um? Gustavo Martinelli que teve uma alta votação para deputado, já tem bastante tempo de legislativo e poderia alçar um vôo para o executivo. Alguém do PSL? Talvez.

Qualquer candidatura de peso que fuja da lógica enraizada de polarizar a cidade terá grandes chances. Quando digo “peso” quero dizer investimento mesmo, campanha é comunicação em massa da maneira mais clara: chega para mais pessoas quem usa mais recursos técnicos e tem mais recursos financeiros.

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