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Caieiras

Maior termelétrica de metano do Brasil é inaugurada em Caieiras

O Dia Jundiaí

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A maior termelétrica do Brasil movida a combustível renovável (gás procedente de aterro sanitário) foi inaugurada ontem no município de Caieiras, na Grande São Paulo. A Termoverde Caieiras tem potência instalada de 29,5 megawatts (MW) e gera energia renovável a partir do lixo depositado em aterro, que libera o gás metano, usado como combustível para a termelétrica.

O gás metano, também encontrado como combustível fóssil, é chamado biogás quando obtido a partir da decomposição de alguns tipos de matéria orgânica como resíduos agrícolas, madeira, bagaço de cana-de-açúcar, esterco, cascas de frutas e restos animais e vegetais.

Considerando possíveis perdas, a média para a geração de energia deve chegar a 26 MW por hora, o que é o mesmo consumido por uma cidade de 300 mil habitantes, como o Guarujá, Taubaté ou Limeira.

Os aterros sanitários geram muito metano, que é um dos gases do efeito estufa. Antes da utilização para a geração de energia, esse metano era queimado em um sistema de queima controlada capaz de transformá-lo em gás carbônico (CO2), com potencial de aquecimento global cerca de 20 vezes menor que o metano. Agora, com a termelétrica, além de evitar que o metano seja liberado na atmosfera, ele será transformado em energia elétrica.

“O primeiro processo, que é o de evitar a emissão de gás de efeito estufa, já estava sendo garantido. Mas faltava um fim mais nobre nesse processo”, disse Carlos Bezerra, diretor da Termoverde Caieiras, do grupo Solvi. Segundo ele, o projeto só foi possível com o incentivo dos governos federal, por meio do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), e estadual, pela isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

“É sustentável, é uma excelente opção. Na medida em que você está captando biogás e queimando, de alguma forma, para não jogar na atmosfera, esse biogás já é absolutamente sustentável. Melhor ainda quando você está usando para um fim energético”, afirmou a professora Suani Teixeira Coelho, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Bioenergia (Gbio), do Instituto de Energia e Ambiente (IEE-USP).

Ela acrescentou que a técnica é pouco utilizada por falta de viabilidade econômica. “Os empreendedores, muitas vezes, acham que o custo dessa eletricidade não é baixo que ele consiga depois comercializar”, disse.

“Se olharmos só para esse número — 30 megawatts –, as pessoas podem achar pequeno, porque têm [a usina hidrelétrica de] Itaipu, que gera 11 mil MW, mas é justamente a nova proposta energética, em termos até mundiais, da chamada geração descentralizada, quer dizer, são feitas pequenas gerações em vários produtores, que têm uma logística muito mais fácil”, explicou Suani.

O diretor da termelétrica lembrou que a Termoverde gera crédito de carbono. “Eu gero crédito de carbono pela queima, pela destruição [do metano] e também por gerar uma energia renovável e não uma fóssil. Estou colocando na matriz energética uma energia renovável em vez da fóssil”. (Camila Boehm – Agência Brasil)

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Caieiras

Autor caieirense lança livro no próximo dia 2 de agosto

Fillipe Santos

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Com livro bem recebido e elogiado pela crítica, J.R. Calheiros lança obra que nos leva a reflexão sobre espiritualidade e vida extraterrena

Celeiro de muitos talentos, a cidade de Caieiras servirá de palco para o lançamento do primeiro livro do autor J. R. Calheiros, que no próximo dia 2 de agosto, lança seu livro “Londres 17h55: O Despertar de um Milagre”, obra que nos faz refletir sobre verdades absolutas, dentre elas a de que se realmente estaríamos sozinhos no universo “Independente de como você visualiza a verdade, o livro lhe propõe uma reflexão, sobre racionalidade, espi­ri­tualidade e vida extra­terrena. Vale a pena a leitura” disse J.R. Calheiros, que convida à todos para participarem do coquetel de lançamento e noite de autográfos.

O lançamento do livro acontece no dia 2 de agosto, a partir das 19h30, no Teatro Municipal de Caieiras, o qual já foi palco de nomes consagrados como Mario Sérgio Cortella, Tom Cavalcante, o duo AnaVitória, e o cantor Nando Reis.

SOBRE O AUTOR

Ronaldo Calheiros (J. R. Calheiros) é jornalista e um grande fã e entusiasta de Ficção Científica. Desde criança nutriu um gosto pelo desconhecido, além de se interessar por ufologia e vida extraterrena. Durante sua juventude, escreveu inúmeros contos e narrativas, todos povoados por seres de outros planetas, guerras intergalácticas e mundos alternativos. Uma das suas maiores inspirações é a obra “Viagem ao Centro da Terra” de Júlio Verne, livro que leu e releu várias vezes. Entre suas principais referências encontra-se as obras dos autores de ficção Philip K. Dick, Issac Asimov, o próprio Julio Verne, além do Mestre do Terror Stephen King.

Pré-lançamento do livro “Londres 17h55 – O Despertar de um Milagre”

O livro “Londres 17h55 – O Despertar de um Milagre”, do jornalista escritor Ronaldo Calheiros já está disponível para pré-venda no site da Editoria Garcia. O livro “Londres 17h55” nos faz refletir sobre verdades absolutas, dentre elas a de que se realmente estaríamos sozinhos no universo. 
O Despertar de um Milagre – Narra a trajetória de uma avó, sua filha e neta que serão conduzidas por uma trama cheia de reviravoltas, tudo desencadeado por um encontro “acidental” com um jovem misterioso, de origem bastante peculiar. Em meio a um roteiro de idas e vindas, uma doença incurável é desencadeada, a qual irá unir ainda mais, as protagonistas deste Thriller. Daí em diante, elas terão de deixar suas vidas de lado e apostar tudo em um milagre. Independente de como você visualiza a verdade, o livro lhe propõe uma reflexão, sobre racionalidade, espiritualidade e vida extraterrena.

Vale a pena a leitura. A Pré-venda está disponível no site da Editora Garcia e o lançamento oficial da obra, está previsto para o inicio de agosto em Caieiras. Para o autor J.R. Calheiros, o lançamento do livro é um grande sonho que se realiza. “Escrever sempre foi uma das minhas paixões, mas transformar uma dessas histórias em livro era apenas um sonho bem distante e hoje publicar um livro é com certeza a realização de um sonho” Comentou Calheiros.

Link para a pré-venda: https://editoragarcia.com.br/ronaldocalheiros

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Caieiras

Último trem da série 1100 da CPTM será aposentado esse mês

O Dia Jundiaí

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Com a chegada dos novos Série 8500 e 9500, a CPTM começou a retirar de circulação seus trens mais antigos, trata-se do marcante Série 1100, fabricada pela brasileira Mafersa sob licença da americana Budd entre 1956 e 1957 e então chamada de TUE 100. Foram encomendados originalmente pela Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, fundada como São Paulo Railway Company no final do Século 19 e que construiu o que hoje são as linhas 7 e 10 da CPTM.

Assumindo a linha em 1984 a estatal ficou marcada pelos surfistas de trens e outros acidentes graves, o Série 1100 permaneceu em operação mesmo após a criação da CPTM, em 1992. Já em 1997, diante do estado lastimável em que se encontrava, o trem recebeu uma modernização onde ganhou uma nova frente com ampla janela e a reforma do seu interior.

Nos últimos anos, a Série 1100 ficou restrita à Linha 7-Rubi, que vai da estação da Luz até Jundiaí, com baldeação em Francisco Morato. Apesar de mais de 60 anos em serviço, é considerado um trem versátil e bastante resistente. Com a entrada em serviço das novas séries a CPTM pôde começar a tirá-los de circulação levados em sua maioria Jundiaí, estão em processo de desmonte.

Hoje restou apenas um exemplar em operação, registro 1114-1115, que deverá sair de cena assim que a companhia receber mais unidades do Série 9500, fabricado pela Rotem e trem mais moderno da CPTM. E, para marcar o momento histórico, a companhia está organizando uma espécie de viagem de despedida, próxima da realizada pelo Metrô ao retirar de circulação sua composição mais antiga da extinta Frota A. Para isso será feito o convite para grupos de fãs e perfis de redes sociais que cobrem o transporte coletivo. O evento ainda não teve data marcada.

Apesar da aposentadoria da Série 1100, ainda não significa o fim desses trens mais antigos e desconfortáveis, fabricados antes da fundação da CPTM. Séries como a 1700 e 4400 ainda são utilizadas em trechos menores e como reserva dos trens mais modernos. A tendência é que a definitiva retirada dessas composições ocorra em 2019.

Novo trem da CPTM

 

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Caieiras

MD Papéis de Caieiras é vendida por 100 milhões de Euros

O Dia Jundiaí

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A Ahlstrom-Munksjö acertou a compra da fábrica de papéis especiais da MD Papéis em Caieiras (SP) por EUR 100 milhões. Tradicional papeleira paulista, a MD é parte do grupo Formitex e ainda opera uma unidade fabril, em Limeira (SP). A finlandesa é uma das maiores fabricantes mundiais de papéis especiais, com vendas líquidas de EUR 2,2 bilhões por ano.

Em comunicado, a Ahlstrom-Munksjö, que tem fábricas em Jacareí (SP) e Louveira (SP), informou que as vendas líquidas da unidade adquirida totalizam aproximadamente EUR 80 milhões por ano, com resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de EUR 13 milhões no ano passado.

O preço de aquisição é líquido de dívidas e o Citibank vai financiar a aquisição. As sinergias anuais, geradas a partir de negócios sobrepostos, podem chegar a EUR 6 milhões. O portfólio de papéis produzido em Caieiras, informa a Ahlstrom-Munksjö, é complementar e 80% das vendas se encaixam nas soluções oferecidas pela companhia. A fábrica tem capacidade para 72 mil toneladas anuais de papéis decorativos, filtrantes, auto-adesivo e embalagens flexíveis.

Conforme a multinacional, a transação deve ser concluída no terceiro trimestre e abre oportunidades de crescimento futuro. “A fábrica dá acesso à produção local de papéis para decoração, fortalecendo assim a oferta de serviços da Ahlstrom-Munksjö e a parceria com clientes existentes, que até agora eram atendidos via importações”, diz a companhia.

Com a compra, a multinacional passa a operar três fábricas no Brasil, todas relativamente próximas à capital paulista, com 700 funcionários e receitas de aproximadamente EUR 200 milhões. Para o grupo Formitex, a venda do negócio de papéis especiais consolida a estratégia de foco na área de produtos químicos.

Essa é a segunda fábrica que a MD tira de seu portfólio nos últimos anos. Em 2012, a empresa encerrou as operações da unidade de Cubatão, que era dedicada à produção de papéis de imprimir e escrever e monolúcidos (usados em embalagens flexíveis).

A capacidade de produção em Cubatão era de 60 mil toneladas por ano. Perdas financeiras registradas desde a compra do ativo, que pertencia ao antigo Conpacel (ex-Ripasa), e a concorrência mais apertada com papéis importados e com produtores integrados inviabilizaram a operação.

Fonte: Valor Econômico

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