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Política

Doria é condenado à perda de direitos políticos por 4 anos

O Dia Jundiaí

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O ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo do Estado, João Doria (PSDB), foi condenado à perda dos direitos políticos por quatro anos, em primeira instância.

A perda dos direitos políticos implica a proibição de votar e ser votado. Como ainda cabe recurso à decisão, Doria poderá continuar fazendo campanha.

O ex-prefeito foi denunciado pelo uso da marca “SP Cidade Linda” em ações da prefeitura.

Além da perda dos direitos políticos, a juíza Carolina Martins Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública, determina que Doria deve se abster de usar o slogan “SP Cidade Linda” ou qualquer outro símbolo que não sejam os oficiais. Na prática, a prefeitura já não estava usando a marca desde fevereiro.

Pela decisão, Doria também foi obrigado a devolver os “valores gastos com campanhas,veiculações publicitárias e confecção de vestuário e materiais diversos com o slogan ‘SP Cidade Linda’”, e a pagar uma multa equivalente a 50 vezes seu salário à época, além de outra multa equivalente a dez salários mínimos.

Além disso, fica proibido de fechar contratos ou receber incentivos fiscais da administração municipal por três anos, mesmo que seja por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.

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Jundiaí

A dança das cadeiras que pode virar puxada de tapete

Caio Simão

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Começou a dança das cadeiras e mudanças partidárias, cada dia que passa as eleições de 2020 se tornam realidade constante nos bastidores da política municipal de Jundiaí, junto das eleições a famosa: janela eleitoral, onde os vereadores tem a oportunidade de encontrar outro projeto ou se firmar no grupo político que defendeu nos últimos 4 anos.

De fora, é complicado assimilar o que é base do governo e o que não é. A Câmara de Jundiaí que não conta com uma oposição de fato, lembra os famosos “Jogos de Comadre” onde o resultado quer dizer pouco, o importante é participar. E, de fato, todos estão participando do governo.

Olhando de maneira crítica parece que está tudo encaminhado para a base de um futuro governo ficar naquele chamado “núcleo duro” do governo que hoje conta com PSDB, DEM e PL (antigo PR), os próprios vereadores começaram as danças de cadeira envolta das siglas mandatárias da cidade, uma estratégia alucinada na minha opinião.

Explico o porquê: EM 2020 NÃO HAVERÁ COLIGAÇÃO. Os partidos poderão compor junto ao prefeito que escolherem, porém, mudou tudo no que cerne a forma tática de construção de chapa, o puxador de voto tem menor valor coletivo e a briga interna é mais relevante no contexto.

Nesse sentido um vereador com pouco mais de 2 mil votos que briga para a reeleição e encaminha sua mudança para uma das grandes siglas da cidade tem que ter discernimento que a chapa precisará de pelo menos mais 8 mil votos para garantir sua cadeira (média: 10 mil votos = 1 cadeira legislativa em Jundiaí) assim, se abrigar nas grandes siglas com fortes aliados (que lá na frente se tornaram adversários) pode ser uma grande furada para quem já tem mandato e busca a reeleição. Imaginar que um partido fará uma chapa de 50 mil (25% do eleitorado) votos sem ter candidato próprio à Prefeitura é uma loucura sem tamanho, e tem gente colando suas fichas nisso.

Dos 19 vereadores da cidade, cerca de 15 devem se abrigar dentre as três siglas anteriormente citadas (PSDB, DEM e PL), em um contingenciamento parecidos com as últimas eleições onde cada cadeira precisava de pelo menos 10 mil votos da coligação pertencente, hoje seria necessário cerca de 150 mil votos em primeiro turno e todos advindo da combinação Prefeito+Vereador para a reeleição, ou seja, para esses 15 vereadores se reelegerem na nova lógica eleitoral seria necessário que essas PSDB, DEM e PL concentrem 70% do eleitorado do primeiro turno o que não parece nem um pouco possível. Estão colocando todas as fichas na reeleição do Prefeito e no papel de base que desempenharam durante todo mandato. Vai ficar gente de fora por falta de leitura e estratégia.

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Artigos

A terceira via que pode decidir – Análise Conjuntural Política de Jundiaí

Caio Simão

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Se foram quase três anos da vitória do Prefeito Luiz Fernando Machado nas urnas. Vitória expressiva por sinal, na cabeça de exatos 58,58% do eleitorado jundiaiense era a continuação do “tucanato” já conhecido por vinte anos seguidos e aprovado por grande parcela da população de Jundiaí.

Notavelmente, essa aprovação histórica não teve impacto no governo atual e sua aprovação, reflexo disso é o fato de não ter uma pesquisa de aprovação realizada desde o início da gestão Luiz Fernando Machado, a voz da rua é o marketing negativo, no momento errado para quem quer e precisa da reeleição.

Retirando o batalhão de comissionados a postos em cada publicação do Prefeito, sobram pouquíssimos comentários positivos e nessa hora o número engana quem observa de dentro. O descontentamento parece geral no boca a boca da cidade, comprovado até pela falta da pesquisa encomendada pelos próprios, política diferente de como fizeram por vinte anos, onde usava-se a aprovação como artificio.

Vendo por esse lado parece impossível a reeleição do Prefeito né? Mas, não! Como então? um prefeito sem aprovação e contestado tem chances? Aí que começa o jogo eleitoral e as cartas de cada um. Hoje o atual cenário seria um bis de 2016, claro que vai ter muitas andanças, a Márcia Pará por exemplo, já se colocou na disputa como pré-candidata, mas analisando friamente a disputa ficaria novamente em um LFM x Pedro Bigardi. E é nisso que o Prefeito aposta: a polarização esquerda x direita, mortadela x coxinha. Mesmo blá-blá-blá de 2016, que acompanhado do cenário nacional pós impeachment, com a lava-jato em destaque, facilitou a vida de quem tinha adversário à esquerda, como ocorreu por aqui.

Novamente o cenário nacional conta na leitura dessa estratégia tucana de polarização, nas urnas a menos de 1 ano a cidade contribuiu para a eleição do Presidente Bolsonaro com 170 mil votos, 78% do eleitorado demonstrou a convicção política que domina na cidade um certo conservadorismo de direita, que já era bem claro pelo histórico político recente, mas que foi evidenciado por números recentes. Esses números dizem muito da eleição de 2020 e é carta na manga para uma possível reeleição do atual prefeito.

E é aí que eu queria chegar! E se, aparecer um nome forte como terceira via como quase ocorreu em 2012, que antagonize com essa polarização encaminhada? que fuja desse calabouço ideológico e discuta o futuro e o crescimento, de fato, de nossa cidade?

Um nome? O próprio Ricardo Benassi poderia tentar fazer esse papel novamente. Mais um? Gustavo Martinelli que teve uma alta votação para deputado, já tem bastante tempo de legislativo e poderia alçar um vôo para o executivo. Alguém do PSL? Talvez.

Qualquer candidatura de peso que fuja da lógica enraizada de polarizar a cidade terá grandes chances. Quando digo “peso” quero dizer investimento mesmo, campanha é comunicação em massa da maneira mais clara: chega para mais pessoas quem usa mais recursos técnicos e tem mais recursos financeiros.

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Política

Impostômetro da ACE atinge marca de R$ 1,4 trilhão nesta quinta-feira

Fillipe Santos

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Foto: Divulgação/ACE Jundiaí

O Impostômetro da Associação Comercial Empresarial de Jundiaí  registra a marca de R$ 1,4 trilhão nesta quinta-feira (25). O montante – que representa o total de impostos, taxas, multas e contribuições pagas desde o início do ano – é atingido 12 dias antes do que no ano passado, indicando que a sociedade está pagando mais tributos aos governos municipais, estaduais e federal. Na comparação com 2018 o aumento nominal foi de 5,72% e o aumento real (descontando-se a inflação) foi de 2,38%.

“Embora o ritmo da atividade econômica esteja abaixo do esperado, há aumento da arrecadação por parte do governo, puxado por alguns setores com tributação alta, como veículos, por exemplo, e os royalties do petróleo, que estão crescendo em relação a 2018”, explica Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).  “Iisso pode estar acontecendo com outros segmentos – nem todos estão na mesma média de atividade. Além disso, a economia está crescendo um pouco, mas está crescendo, então naturalmente a arrecadação também cresce”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Divisão

O montante de R$ 1,4 trilhão que será registrado nesta quinta equivale à arrecadação nominal de 2019 (desconsiderando a inflação). Desse bolo tributário, o governo federal recebe 65%. Já as 27 unidades da federação recebem 28%. Por fim, 7% são destinados aos 5.570 municípios. O que representa o valor aproximado de:

·        Federal      R$ 915.245.277.990,67 (65%)

·        Estadual    R$ 391.550.179.377,51 (28%)

·        Municipal   R$ 93.204.579.563,94 (7%)

Total          R$ 1.400.000.036.932,12

“Ainda mais importante do que olhar para o valor total é olhar para os gastos, em especial as aposentadorias – sejam elas públicas ou privadas –, que têm subido num ritmo muito maior do que a arrecadação”, diz Marcel Solimeo. “As despesas previdenciárias estão em níveis tão elevados que comprimem o restante do orçamento, impossibilitando investimento em áreas prioritárias como saúde, educação e segurança. A reforma da Previdência precisa ser aprovada o quanto antes. Infelizmente ela ficou para o segundo semestre: o ideal é que já estivesse concluída. O Congresso não pode postergar mais essa decisão e, acima de tudo, não pode desidratar mais o texto em tramitação”, pontua o economista.

O Impostômetro  está instalado na fachada da sede da ACE Jundiaí (rua Rangel Pestana, 533) para conscientizar os brasileiros sobre a alta carga tributária e incentivá-los a cobrar os governos por serviços públicos de mais qualidade. 

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