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Aparelho ortodôntico em adultos: o tratamento é o mesmo?

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Descobriu que precisará usar aparelho ortodôntico na fase adulta? E agora? Veja o que muda e como se cuidar

Você já ouviu por aí que adultos já estão “velhos” para cuidar de sua higiene bucal? Por mais que isso seja algo comum de se ouvir, a utilização do aparelho ortodôntico é indicada, na verdade, para pessoas de todas as faixas etárias. O aparelho dentário em adultos busca corrigir, sobretudo. Mas será que o resultado é o mesmo? O tempo de uso é maior do que em crianças e adolescentes? Quais cuidados se deve ter? Confira toda a explicação da ortodontista Andréia Cotrim.

O QUE É PRECISO PARA COLOCAR UM APARELHO ORTODÔNTICO?

Para iniciar o tratamento ortodôntico em adultos é preciso, antes de tudo, de uma consulta com um ortodontista. Ele vai analisar o estado da arcada dentária, que é o fator mais importante a ser observado antes do uso dos aparelhos. “É importante a verificação da saúde periodontal (gengivas) e se os tecidos ósseos estão saudáveis, sem sinais de reabsorção óssea ou radicular”, esclarece a dentista.

ENTENDA QUAL É O SEU CASO

Segundo Andréia, o uso do aparelho ortodôntico para essa faixa etária é voltado tanto para casos de simples correção estética quanto para outros em que se encontra a má oclusão. Ou seja, quando a posição de mordida entre a arcada superior e inferior não se encontram dentro do padrão, podendo estar muito para frente ou para trás. Somente um profissional pode dar o diagnóstico correto e indicar o tratamento.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE O USO DO APARELHO POR JOVENS E ADULTOS?

Os aparelhos ortopédicos são aqueles usados na fase de crescimento de uma criança ou um adolescente. Nessas fases, esses aparelhos conseguem corrigir, se necessário, a base óssea do paciente. É no caso dos adultos em que se encontra a diferença: “Nos adultos, com o aparelho, só conseguimos corrigir o posicionamento dental. Se necessitarmos de uma correção das bases ósseas será necessário o tratamento associado à cirurgia ortognática”, explica a ortodontista. O resultado será o mesmo, apenas o procedimento é diferenciado.

O TEMPO DE USO DO APARELHO É O MESMO?

Não! Essa é uma das maiores concepções falsas sobre o uso dos aparelhos dentários nos adultos. “O tempo de aparelho ortodôntico fixo acaba sendo sempre mais ou menos igual, uma vez que há uma sequência lógica de fios utilizados na maioria dos tratamentos ortodônticos”, explica ela. O que acontece é que, em alguns casos, há uma movimentação ortodôntica mais complexa que o normal. Mas essas situações dependem das respostas de cada organismos, o que não depende de idade.

FIQUE ATENTO AOS CUIDADOS COM SEU APARELHO DENTÁRIO

Pacientes adultos devem fazer visitas regulares ao consultório de dentistas, especialmente nos casos de uso dos aparelhos dentários. Além disso, diariamente, é preciso manter os cuidados básicos buscando a boa higiene oral: escovar os dentes regularmente e passar fio dental sempre antes e depois de dormir e após as refeições. O ideal é procurar um profissional capacitado para que ele possa ajudar a fazer o tratamento direcionamento para o seu caso específico. Mas que a verdade seja dita: Nunca é tarde para o sorriso perfeito!

Andréia Cotrim Ferreira

CRO-SP: 39000

Mestre em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo. Coordenadora dos Cursos Clínico e Laboratorial em Ortodontia Lingual do Instituto Vellini. Co-autora do livro Ortodontia: Diagnóstico e Planejamento Clínico; Autora do livro Ortodontia Clinica – Tratamento com Aparelhos Fixos.

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Pode-se colocar aparelho na infância ou é melhor esperar a fase adulta?

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O desalinhamento dos dentes pode acontecer em qualquer idade, mas essa situação normalmente é observada pelos pais ainda durante a infância de seus filhos. No entanto, muitos adultos hoje em dia também estão aderindo ao tratamento ortodôntico, e sempre fica aquela dúvida: qual seria a melhor fase para colocar o aparelho, afinal? O ortodontista Robson Caumo conversou com o Sorrisologia e pontuou tudo que você precisa saber. Confira!

Com que idade é possível começar o uso do aparelho ortodôntico?

Muitas pessoas têm essa dúvida e acreditam que o uso de aparelho deve ser feito somente com o nascimento de todos os dentes permanentes, mas Robson garante que não existe regra para isso, já que o desenvolvimento dentário e estrutural da boca pode variar de acordo com cada um.

No entanto, o dentista também indica que, na maioria dos casos o tratamento ortodôntico se inicia por volta dos 10-11 anos, quando o paciente está na fase mista da dentição. Sobre possíveis diferenças entre quem realiza o tratamento quando criança, e quem o faz somente na fase adulta, ele afirma: “Quanto mais precoce o tratamento, melhor o prognóstico”.

Em quais casos o uso de aparelho ortodôntico pode ser recomendado na infância?

Por mais que não haja exatamente uma regra, o especialista indica que o tratamento ortodôntico pode ser iniciado se as trocas dentárias estiverem mais avançadas, já com a presença dos primeiros molares permanentes e com os dentes incisivos já erupcionados. Mas também há casos em que essa intervenção pode ser feita antes mesmo disso acontecer.

“Casos onde temos, por exemplo, uma sobremordida profunda, biprotrusão, desnivelamentos exagerados, rotações dentárias, dentre outras situações clínicas, pode-se iniciar precocemente o tratamento ortodôntico no paciente. Outra indicação é quando a adesão aos aparelhos ortopédicos (aparelhos móveis) não tem uma boa aceitação”, esclarece.

Que cuidados tomar para que não seja necessário passar novamente por esse tratamento na fase adulta?

Há casos em que o paciente passou pelo tratamento ortodôntico quando criança, e, após algum tempo, o desalinhamento dos dentes ressurgiu na fase adulta. Isso acontece porque, segundo o especialista, é fundamental fazer um acompanhamento regular do quadro clínico do paciente, mesmo que todo o problema de oclusão tenha sido resolvido durante o tratamento.

“Na maioria dos casos, são instaladas contenções que tentam evitar ao máximo uma possível recidiva. Porém, como algumas dessas contenções são móveis, é necessário que o paciente coopere para garantir a eficácia do processo”.

Sobre o dentista
Robson Caumo – Ortodontista e Especialista em DTM | Niterói – RJ | CRO-RJ: 30043
Clínico geral atuante na área de DTM; Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares; Odontologia do sono (tratamento do Ronco e Apneia) e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dor Orofacial (SBDOF).

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Você sabe reconhecer qual é a idade do seu dente?

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Não apenas os cabelos e a pele precisam de cuidados preventivos. Saiba que novas tecnologias e cremes dentais previnem a aparência de dente envelhecido

Pode parecer difícil, mas é possível saber, olhando no espelho, qual é a idade que o dente aparenta. Especialistas explicam que o dente de pessoas jovens, de 20 a 35 anos, deve ser rígido, ter uma ponta translúcida, e a engrenagem perfeita entre os dentes superiores com os inferiores, quando só os caninos se encostam e os outros dentes não, quando se fecha a boca.“Essa condição só acontece quando possuímos o esmalte do dente rígido ou preservado”, afirma dr. Marcelo Kyrillos, cirurgião-dentista do Ateliê Oral, em São Paulo.

Já um dente envelhecido tem manchas e as pontas desgastadas, condição que deveria aparecer em pessoas com mais de 55 anos de idade, mas está se tornando cada vez mais comum nos dias atuais, com o aumento no número de pessoas com dentes com mais idade biológica (aparência) do que a compatível com a idade real do indivíduo.

Isso se explica, segundo especialistas, pela falta de conhecimento sobre produtos específicos que podem endurecer o esmalte do dente e, ainda, pela falta do hábito da limpeza e consultas nas quais se analisa: o índice de placa bacteriana, a saúde da gengiva, da mordida e da mastigação.

O que um dente envelhecido causa?

dente envelhecido é aquele que tem a dentina exposta e as pontas desgastadas. Com o tempo, pela exposição da dentina, o dente envelhecido começa a manchar, apresentando a coloração amarela e depois marrom, muito por causa dos corantes do que comemos. Além disso, pela perda do volume do esmalte, eles vão se movimentando e os dentes de baixo invadem o espaço dos dentes de cima, começando a “lixar” e desgastar toda a arcada — pesquisas apontam que mais de 90% das pessoas, no mundo inteiro, apertam ou rangem os dentes, o que potencializa o desgaste.

É um processo sem fim. Em cinco anos, por exemplo, um dente que tem uma pequena retração de gengiva, se não for tratado, pode ter a dentina muito mais exposta e pigmentada. O perigo não é a estética, mas o colapso bucal.

A boa notícia é que existem novas pastas dentais – compostas por fluoreto de amina – que ajudam a endurecer o esmalte do dente. Para os mais sensíveis, hoje existe a tecnologia CalSeal, desenvolvida para melhorar a resistência a alimentos ácidos, ideal para pacientes com sensibilidade. E para quem perdeu a guia de proteção dos caninos, o especialista conta que é possível restaurá-las com fragmentos de porcelana, devolvendo o esmalte e ajustando novamente o nivelamento dos dentes. “Não existe uma idade certa para os dentes começarem a sofrer desgaste. Realizar limpezas e a rotina de cuidados a cada seis meses, pode fazer com que você previna qualquer envelhecimento precoce do dente”, reforça.

Para Kyrillos, o alerta é que o fato de termos essa engrenagem bucal perfeita na juventude (quando só os caninos se encostam e todos os outros dentes não se tocam), não nos garante um sorriso saudável com o passar dos anos, mesmo que o indivíduo não tenha cárie ou outra doença. “O ritmo de vida atual impõe mais tensão na mordida que, aliada ao uso de pastas dentais clareadoras (que são mais abrasivas) sem a recomendação adequada, ou de escovas de cerdas muito duras e alimentação ácida, causam o desgaste do esmalte. É preciso ficar atento”, frisa.

6 Dicas para preservar a idade biológica do dente

1. Evitar fazer refeições com alto índice de acidez e escovar os dentes imediatamente. É indicado esperar 30 minutos para escovar os dentes depois de consumir ácidos, evitando, assim, a ação abrasiva das pastas dentais na superfície ainda amolecida do dente.

2. Usar pastas com fluoreto de amina – que ajudam a endurecer o esmalte do dente. E, para os mais sensíveis, pastas com a tecnologia CalSeal, desenvolvida para melhorar a resistência a alimentos ácidos, ideal para pacientes com sensibilidade.

3. Evitar bebidas ácidas antes de dormir, quando os efeitos protetores da saliva estão reduzidos.

4. Usar placa protetoras para dormir e em momentos que desencadeiam tensão entre os dentes (durante exercícios físicos, por exemplo). Essa proteção é fundamental para prevenir o grande malefício de perda de volume de esmalte.

5. Priorizar o fio dental e a boa escovação para evitar a pigmentação e as manchas dentais e as inflamações de gengiva.

6. Ficar alerta: a gengiva não deve sangrar jamais. Se sangrar, é forte indício de alguma doença.


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Para driblar escassez nacional de BCG, Jundiaí cria esquema de vacinação em UBSs

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Fotos: Fotógrafos/PMJ

Vacina BCG: oferta foi reduzida em 50% pelo Ministério da Saúde

A Vigilância Epidemiológica (VE), órgão da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), informa que para o mês de agosto haverá a necessidade de adequação na oferta de doses de vacinas, com objetivo de evitar desperdício de doses, tendo em vista a redução em 50% da oferta pelo Ministério da Saúde da dose de BCG. A vacina imuniza contra tuberculose e é aplicada nos primeiros dias de vida da criança.

Maria do Carmo Possidente, enfermeira da VE, explica que o objetivo é dar continuidade ao atendimento da melhor forma possível. “Recebemos esse mês um quantitativo reduzido de BCG e por isso será necessário restringir as UBS de aplicação, para reduzir as perdas e manter a vacinação até o final de agosto”, afirma.

Por mês são aplicadas cerca de 500 doses em Jundiaí. Para evitar a perda do produto, já que cada frasco contém 10 doses e a durabilidade é de apenas 6 horas após o frasco ser aberto, foi estabelecido um cronograma de oferta para otimizar os recursos.

De 29/7 a 30/8, a vacina será aplicada nas seguintes UBS:

  • segunda-feira, no PSF Marlene e UBS Central;
  • terça, Santa Gertrudes e Morada das Vinhas;
  • quarta, Caxambu e Agapeama;
  • quinta, Eloy Chaves e Esplanada;
  • e sexta-feira, no Novo Horizonte e Hortolândia.

O horário de aplicação será das 9h às 15h. A orientação da VE é que os pais procurem a UBS de preferência para vacinar as crianças no período da manhã.

Pentavalente também em falta
Outra vacina que também sofre desabastecimento é a Pentavalente, que não foi disponibilizada para o próximo mês. Essa vacina deve ser aplicada em crianças aos 2, 4 e 6 meses, e protege contra tétano, difteria, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo hemophilus. “Não recebemos Pentavalente esse mês. A informação do Ministério da Saúde é que estão aguardando a baixa do Termo de Guarda concedido pela ANVISA para iniciar a distribuição”, explica Maria do Carmo.

Fonte: Assessoria de Imprensa/PMJ

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